sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A special playlist




Six of the best songs of Lost and some of the best songs I've listened in my life. 
It starts slowly but at the end you'll feel like going to downtown. 
I really hope you like it =) <3

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

(Assine a petição no lado direito do blog e ajude a salvar a Amazônia!)

30 motivos para preservar as florestas do Brasil

  1. O Brasil abriga 20% de todas as espécies do planeta.
  2. O mundo perde 27.000 espécies por ano.
  3. A Amazônia ocupa metade do Brasil e abriga 2/3 de todo o remanescente florestal brasileiro atual.
  4. O Brasil detém 12% das reservas hídricas do planeta.
  5. Já perdemos cerca de 20% da Amazônia, o limite estabelecido pela lei.
  6. Na mata atlântica, bioma de mais longa ocupação no Brasil, 93% já foi perdido.
  7. Mesmo quase totalmente desmatado, ainda tem gente que ataca a mata atlântica: a taxa média de desmatamento de 2002 a 2008 foi equivalente a 45 mil campos de futebol por ano.
  8. Perdemos 48% do cerrado.
  9. Perdemos 45% da caatinga.
  10. Entre 2002 e 2008, a área destruída no cerrado foi equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol por ano. Na caatinga, a 300 mil campos.
  11. Perdemos 53% dos pampas.
  12. Entre 2002 a 2008 é equivalente a 4 mil campos de futebol por ano nos pampas.
  13. Perdemos 15% do Pantanal.
  14. Por ano, perde-se 713 km2 de Pantanal.
  15. Se mantivermos as taxas de desmatamento registradas até 2008 em todos os biomas, perderemos o equivalente a três Estados de São Paulo até 2030.
  16. O Brasil é o 4º maior emissor de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, principalmente porque desmatamos muito.
  17. 61% das nossas emissões vêm do desmatamento e queima de florestas nativas.
  18. A expansão pecuária na Amazônia é, sozinha, responsável por 5% das emissões de gases-estufa em todo o mundo.
  19. Mudanças climáticas impactam diretamente as cidades brasileiras. Catástrofes como os que vimos no Rio no início do ano serão comuns. Preservar as florestas ajuda a regular o clima e proteger as populações.
  20. Mudanças climáticas impactam diretamente a agricultura. A Embrapa, por exemplo, prevê desertificação do sertão nordestino e impacto nas principais commodities brasileiras, como soja e café; os mais pobres sofrem mais.
  21. Saltamos de uma taxa de 27 mil km2 de desmatamento na Amazônia em 2004 para menos de 7 mil em 2010. É possível zerar essa conta!
  22. Empresas que comercializam soja no Brasil são comprometidas, desde 2006, a não comprar de quem desmata na Amazônia. A produção não foi afetada e o mercado pede por produtos desvinculados da destruição da floresta.
  23. Os maiores frigoríficos brasileiros anunciaram em 2009 que não compram de quem desmata na Amazônia. O mercado não quer mais desmatamento.
  24. O Brasil pode dobrar sua área agrícola sem desmatar, ocupando áreas de pasto ou abandonadas.
  25. 60% da vegetação nativa do Brasil está contida nas reservas legais – instrumento de preservação do Código Florestal que os ruralistas tentam acabar.
  26. A pecuária ocupa cerca de 200 milhões de hectares, quase ¼ de todo o Brasil. Boi ocupa mais espaço que gente. E isso porque a produtividade da pecuária no Brasil é muito baixa: 1 boi por hectare. Dá para triplicar o rebanho sem desmatar.
  27. Um terço de todo o rebanho bovino brasileiro está na Amazônia, onde 80% da área desmatada é ocupada com bois. Ali há 22,4 milhões de hectares de pastagens abandonadas e degradadas, ou uma Grã-Bretanha, que poderiam ser reaproveitadas. Só não são porque derrubar é mais barato.
  28. Mais de 70% das espécies agrícolas cultivadas dependem de polinizadores, que por sua vez dependem da natureza em equilíbrio. A FAO calcula que esse serviço prestado pelos insetos é equivalente a € 150 bilhões (R$ 345 bilhões), ou 10% produto agrícola mundial.
  29. O Código Florestal surgiu em 1934 e foi renovado em 1965, por técnicos e engenheiros ligados ao Ministério da Agricultura. É uma lei nacional, feita para proteger os recursos naturais em benefício de todos. Ele precisa ser fortalecido em sua missão.
  30. Num cenário de desmatamento zero, a agricultura familiar teria tratamento diferenciado. Isso porque, a despeito de ocupar apenas 25% da área agrícola brasileira, é o real responsável por produzir a comida (70% do feijão, 58% do leite e metade do milho brasileiro vem da agricultura familiar) e por gerar emprego no campo (74% da mão de obra).

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O passamento de Bizí

       Bizí era singela, independente e feliz.
       Ela trabalhava no comércio varejista, mas pra ganhar uma renda extra também vasculhava os lixos vizinhos a fim de encontrar algo de valor (quase sempre era bem sucedida nessa tarefa).
      Desde que veio ao mundo, a vida foi uma verdadeira batalha pra Bizí. Nascida num lixão, viveu lá por 5 anos com vários irmãos que tivera.
     Com 3 anos de idade, ela passou pela experiencia traumática de ficar seis dias sem comer absolutamente nada, isso marcou sua vida de modo que a cada vez que sentia só um pouco de fome, ela comia qualquer coisa que encontrasse e o lugar mais fácil para encontrar ''comida'', era o lixo.
      A mosça não chegou a completar trinta anos, tinha os olhos negros e sempre estava com vestimenta cor verde, mas não qualquer verde, era um verde metálico.
     Bizí sabia de muitas coisas mas o que ela não fazia ideia, era que seis dias sem comer não fora a pior experiencia de sua vida...
     Certo dia, calmo e ensolarado, a jovem resolveu dar os seus passeios cotidianos em casas de conhecidos. Ela chegava e ia embora sorrateiramente (e, apesar disso, sua presença era sempre notada). Bizí adorava pessoas, mas isso nunca foi muito recíproco...
      Naquele dia, ela entrou numa casa. E para seu azar, se deparou com uma pessoa que estava determinada a matá-la, com uma arma que atirava um veneno mortífero.
      Bizí só percebeu que estava perto da morte quando o veneno a tocou. E então,  num desespero inexplicável, ela correu. Se esquivou. E até voou.
     Até que, sem forças, caiu em cima da pia da cozinha.
     De barriga pra cima.
     Ela sentia muita dor e medo.
     Uma sensação horrível tomava conta de seu corpo.
     Sucessivamente colocava três palmos de língua pra fora da boca... Estava morrendo intoxicada.
     A sua língua era da cor dos olhos, que pareciam pedir socorro, se pudesse gritaria. Foram os segundos mais longos e dolorosos da vida de Bizí. Alguns dizem que o atirador, ao vê-la naquele estado, sentiu grande remorso e prometeu a si mesmo que nunca mais usaria sua arma de veneno.
     Bizí não teve velório ou enterro. Foi jogada no lixo. Bizí fazia um barulho cujo som se parecia com seu nome: bzzzz.
     Bizí era uma mosca-varejeira.